E quando o tempo me falta?

Depois do movimento feminista na era “nosso corpo nos pertence” surgiu uma segunda demanda: “nosso tempo nos pertence”.

Começamos a perceber que podíamos ir muito além da interminável rotina doméstica e passamos a usar nossa habilidade natural de argumentar para conquistar um novo mundo. “Deixe-me entrar no mercado de trabalho que você nem irá perceber minha falta em casa”

Quebramos um paradigma milenar, mas a sociedade seguiu organizada como se nada tivesse acontecido e continuou a cobrar eficiência em casa e fora dela. E agora? Não foram vocês que quiseram? Não se quebra um paradigma impunemente, mas a conta cobrada das mulheres é indevida.

Digo que é indevida porque percebo que com o acumulo de funções, o tempo é nosso bem maior e não sabemos administrá-lo. Isso, frusta as pessoas acabando com a felicidade real, o momento presente. Na aflição de dar conta de tudo, atropelamos processos e geramos re-trabalho. O planejamento é a melhor ferramenta. O que faz a diferença é entender quais são as suas prioridades naquele momento e saber planejar.

E se mesmo assim faltar tempo? Avalie as prioridades e o tempo que você dedica a cada uma delas. Posso apostar que será como arrumar o guarda-roupa: Depois de organizá-lo, sempre cabe mais um vestidinho básico.

Se você arrumar o guarda-roupa e não couber mais nada, é porque está na hora de doar algumas peças. Nesse caso, fique só com aquilo que é mais importante.