O que eu preciso para ser um empreendedor de sucesso?

O que eu preciso para ser um empreendedor de sucesso?

Segundo Joseph Schumpeter, economista e cientista político da primeira metade do século XX, empreender é a capacidade de identificar e transformar as oportunidades em negócios, por meio da inovação, possibilitando a desconcentração da riqueza e contribuindo para um “lucro extraordinário”, isto é, o lucro acima da média do mercado.

O SEBRAE, por exemplo, utiliza o termo empreender para determinar “qualquer tentativa de criação de um novo empreendimento, como, por exemplo, uma atividade autônoma, uma nova empresa ou a expansão de um empreendimento existente”, conforme aparece num estudo chamado Global Entrepreneurship Monitor, promovido anualmente.

Essa segunda definição parece ser bem diferente da primeira, mas guarda muitas semelhanças.

A principal diferença é que, se na primeira apenas as pessoas que inserem alguma inovação nessas atividades é que podem ser consideradas empreendedoras. Na segunda, qualquer empresário ou pessoa que tenha uma atividade própria de geração de renda, já pode ser considerado empreendedor.

Mesmo com esses detalhes, as semelhanças são muitas, pois nas duas definições o ato de empreender está ligado a gerar renda própria, melhorar a sociedade e ter a iniciativa de tirar ideias do papel.

Particularmente, eu gosto das duas definições e acredito que elas não se contradizem em sua essência. Mesmo as pessoas que iniciam uma atividade simplesmente se espelhando um negócio que já conhecem precisarão de um toque de inovação para se diferenciarem e continuarem competitivas no mercado.

Neste post, vamos mergulhar no mundo do empreendedorismo, descobrir os tipos de empreendedores existentes, suas principais características, os passos para criar um empreendimento de sucesso, com escolher um nicho de mercado, alguns mitos relacionados à área de empreendedorismo e alguns exemplos de empreendedores para nos inspirar a sair da estagnação. Continue acompanhando!

Os tipos de empreendedores

É bastante comum a classificação dos empreendedores entre os que empreendem por necessidades — aqueles que o fazem para gerar uma renda em casos de dificuldade, como conseguir um emprego ou garantir condições mínimas de sobrevivência para a família — e aqueles que o fazem por oportunidade, pois identificam uma necessidade ou desejo de um nicho do mercado e decidem abrir um negócio para atender àquela demanda.

O Sebrae indica que 70,6% dos empreendedores brasileiros em 2014 começaram um negócio por oportunidade contra apenas 29,4%  que o fizeram por necessidade. Isso quer dizer que, a cada um empreendedor por necessidade, existiam 2,4 por oportunidade.

Indo um pouco além dessa divisão clássica, podemos classificar os tipos de empreendedores com base no tipo de serviço ou produto que oferecem para o mercado:

O empreendedor Informal

Extremamente ligado ao perfil do empreendedor por necessidade, o informal é aquele que inicia suas atividades sem muito planejamento, com baixíssimo investimento em produção ou especialização de seus serviços.

Outra característica dos empreendedores informais é que, na maioria das vezes, eles não recolhem impostos ou criam formalmente uma empresa. Essa categoria tende a ser cada vez menor, dada a possibilidade de formalização por meio da categoria de Micro empreendedor Individual (MEI) criada pelo Governo Federal.

O lado negativo desse tipo de empreendedor é o fato de não possuírem nenhum direito trabalhista assegurado, como a aposentadoria. Isso gera uma espécie de necessidade vitalícia de continuar suas atividades, afinal, no dia em que elas acabam, sua renda também acabará.

O empreendedor Individual

Geralmente, é o empreendedor informal que se legalizou e que se preocupa com o futuro de suas atividades. Sua principal característica é trabalhar sozinho e, muitas vezes, contratar serviços de terceiros.

Engana-se, no entanto, quem pensa que esse é um tipo de empreendedor que ganha pouco, tem negócios muito pequenos que geram muita receita. Nesta categoria poderiam estar enquadrados profissionais liberais, consultores, profissionais ligados à área de saúde, dentre tantos outros prestadores de serviços.

Negócio próprio

Este é o tipo que os autores de livros sobre empreendedorismo gostam de usar como inspiração para fundadores de startups ou de novas empresas. São caracterizados por terem ideias de empresas inovadoras com potencial para se tornarem grandes — como Bill Gates ou Mark Zuckerberg, por exemplo, que trabalhavam em seus quartos ou garagens, mas que sabiam que sua ideia tinha um grande potencial de crescimento.

Empreendimentos que necessitam de investimentos maiores, como compra de maquinário, aluguel de espaço e contratação de pessoas também podem ser consideradas como empreendedores de negócio próprio.

Franqueado e franqueador

Um debate sem fim dentre os estudiosos sobre empreendedorismo é se o franqueado pode ou não ser classificado como empreendedor, já que ele não possui muita liberdade para inovar no modelo de negócios que “compra” do franqueador.

Alguns chegam a dizer que, ao comprar uma franquia, a pessoa pode ser comparado a um investidor que busca um retorno médio e com baixo risco para seu investimento, ou como alguém que investe para se tornar um gerente de loja bem remunerado, uma vez que sua missão será manter aquilo que o franqueador determinar para a sua rede.

No entanto, sabemos que boas ideias surgem dos franqueados que estão no dia a dia do negócio. O BigMac foi uma descoberta de um franqueado e implantada pelo franqueador em toda rede. O franqueador, por sua vez, precisa pensar em todos os aspectos que possibilitam a expansão, replicação e sucesso de sua rede de negócios. Por isso, considero ambos empreendedores.

Apaixonado por empreender

Também conhecido como empreendedor serial, o apaixonado por empreender é aquele que identifica oportunidades, cria empresas, gera seu sucesso nos primeiros 2 ou 3 anos e depois às vende para outras pessoas. Sua ligação não é com as empresas que cria, mas com o ato de empreender. Na verdade, seu verdadeiro negócio é criar empresas!

Como vimos, há tipos de empreendedores para todos os gostos, não é mesmo? Como chegar lá?

Como me tornar um empreendedor?

Atualmente, 34,5% da população brasileira entre 18 e 64 anos é empreendedora, o que significa aproximadamente 45 milhões de pessoas, segundo dados do SEBRAE. Logo, se tornar um empreendedor não é algo de extrema dificuldade, afinal, muitas pessoas conseguiram e, com certeza, você também conseguirá se der os passos certos.

Veja a seguir algumas atitudes que você pode tomar para facilitar seu sucesso:

Fique atento às mudanças que geram oportunidades

Mudanças na formação da população, como o envelhecimento; inovações tecnológicas, como os smartphones e tablets; mudanças em leis e regulamentações que o governo impõem, como o caso dos extintores A/B ou dos kits de primeiros socorros que eram obrigatórios para os veículos; alterações no comportamento de compra ou nos hábitos dos consumidores são apenas alguns dos pontos em que você deve ficar atento para checar se novas oportunidades de negócios estão aparecendo em decorrência dessas mudanças.

Quase sempre, os ambientes que possuem maiores problemas também escondem oportunidades para novos negócios. A internet, por exemplo, gerou um problema para as gravadoras de CDs e DVDs, mas gerou uma oportunidade para as lojas online de vendas de músicas.

A construção de um hipermercado em sua região certamente reduzirá o faturamento de quitandas, armazéns ou vendinhas, mas criará mais fluxo de pessoas que poderá ser aproveitado por lojas de fast food ou franquias famosas que se localizarem próximas ao hipermercado.

Pense nas necessidades e desejos das pessoas

Conhecer bem quais serão seus clientes, aquilo que eles desejam ou as necessidades e problemas que querem resolver é a melhor maneira de encontrar oportunidades e de criar diferenciais para o seu negócio.

Uma necessidade não atendida pode gerar um novo produto, serviço ou até um empreendimento inovador. Um exemplo de negócio voltado para necessidades específicas são os convênios entre lojas e estacionamentos para facilitar a vida de seus clientes.

Entenda a concorrência

Já há alguma empresa estabelecida operando na área em que você deseja atuar? Se não, porque? Se há, como eles atuam? Como vendem? Quais promoções fazem? E o que poderiam fazer de diferente?

Responder a essas perguntas ajuda a saber se há muitos concorrentes, se o público já conhece o produto, se há possibilidade de inovação para criar diferenciais, se existirão muitas barreiras para sua empresa começar a funcionar, além de permitir que você identifique os recursos materiais e humanos envolvidos no negócio. Com isso, poderá orçar a necessidade de um investimento inicial.

Invista em capacitação

Segundo uma pesquisa realizada pelo SEBRAE sobre a mortalidade das Pequenas e Médias Empresas no Brasil, dois elementos são essenciais para garantir o sucesso e a sobrevivência de um negócio: seu planejamento antes da abertura e uma boa gestão após a abertura.

Logo, investir tempo e dinheiro para estudar como fazer uma boa gestão, construir um plano de negócios e definir como será feito o produto ou serviço em sua empresa pode ser o diferencial entre receber lucro por suas operações ou ter prejuízos com ela.

Quais são as principais características de um empreendedor?

Já comentei aqui no blog sobre as 10 características que um bom empreendedor deve ter. No entanto, gostaria de falar um pouco mais sobre três delas que merecem destaque:

Perseverança e persistência

Insistir e teimar é diferente de perseverar e persistir. No primeiro caso, mesmo que todo o cenário e a lógica mostrem que você está no caminho errado, você continuará tomando as mesmas atitudes e culpando os outros pelo resultado não ser o esperado.

No segundo, você buscará meios para melhorar e qualificar suas ações visando alcançar os resultados esperados inicialmente. A diferença entre um e outro está na atitude e na postura que você terá para enfrentar as situações adversas.

Criatividade e inovação

Como se antecipar às demandas de seus clientes? Como identificar oportunidades de novos produtos ou serviços por meio do relacionamento com seus clientes? Como criar métodos de trabalho ou utilizar os recursos internos de sua empresa para realizar uma mesma tarefa usando menos recursos?

Ser criativo no mundo dos negócios não é apenas olhar para fora da empresa e lançar novos produtos, é também inovar na maneira como sua empresa usa os recursos, atende aos clientes e faz suas ofertas.

Iniciativa e realização de novos projetos

Somente você será capaz de mobilizar seu negócio para tomar novas iniciativas ou para tirar do papel projetos que melhorarão seus produtos ou serviços. Logo, essa deve ser uma característica e habilidade a ser exercitada dia após dia. Persistir e ser criativo terá pouco valor se você não tiver iniciativa para colocar seus projetos em prática!

Por onde devo começar a empreender?

O primeiro grande passo para o sucesso é colocar suas ideias no papel. Eu gosto de usar o CANVAS, uma ferramenta simples para estruturar um modelo de negócios.

Enquanto no plano de negócios as informações são mais detalhadas e escritas como se fosse um pequeno livro dividido em capítulos (Sumário executivo, análise de mercado, plano de marketing, plano operacional, plano financeiro, construção de cenários e viabilidade econômica), no CANVAS elas são dispostas em um quadro mais visual dividido em 9 blocos (clientes, proposta de valor, canais, relacionamento com clientes, fontes de receitas, recursos-chave, atividades-chave, parcerias e estrutura de custos).

Outro ponto que diferencia as duas modalidades é que o CANVAS está em constante mudança e as informações são dispostas em caráter de teste — a proposta de valor pode ser alterada caso os contatos iniciais com os clientes sugiram isso, por exemplo. O plano de negócios é um pouco mais resistente às mudanças, uma vez que alterar um item poderia fazer com que todos os demais tivessem de ser modificados.

Independentemente do tipo de documentação que você for utilizar, é extremamente importante definir por escrito quais práticas, estratégias e pessoas serão as chaves para o seu sucesso como empreendedor.

Em segundo lugar, para começar bem é preciso separar suas finanças pessoais daquelas que serão usadas na empresa. Isso é possível ao definir o valor que você investirá, o valor que espera recolher mensalmente de seu trabalho e o capital que será necessário deixar aplicado na empresa para sustentar suas operações e crescimento. Se você errar neste ponto, vários aspectos de sua vida pessoal e profissional poderão ser comprometidos.

O terceiro passo para empreender com sucesso é saber investir apenas o necessário para estruturar bem seu negócio. Não seja ansioso em contratar ferramentas, pessoas ou comprar equipamentos que serão necessários apenas em um primeiro momento.

Comprar um computador pode ser necessário, por exemplo, mas mesmo que seu plano seja crescer nos próximos 6 meses e que ganhe um super desconto para a compra da segunda unidade, controle a ansiedade e só invista em um segundo equipamento no momento em que ele for de fato necessário.

Separar produtos ou serviços de suas ofertas também é uma dica importante, pois só sabendo estruturar esses aspectos é que você conseguirá seu primeiro cliente — e todos os demais! Falar sobre como seu produto é mágico, suas funcionalidades maravilhosas e as inovações que sua empresa proporcional é algo que não costuma atrair compradores.

Em vez disso, na hora de ofertar seu produto, mostre como ele resolve os problemas da pessoa, a transformação que ele fará na vida ou empresa dela e de quais os desafios ela não conseguirá superar se não comprar aquilo que você está ofertando. Lembre-se de oferecer soluções, sonhos, desejos e colocar seu produto ou serviço como o caminho mais seguro para que a pessoa o alcance.

Por fim, seja persistente! Pode ser que, mesmo com todo seu planejamento, atenção e cuidado, os clientes demorem um pouco para começarem a se interessar por sua oferta, mas avaliar o que pode ser melhorado e persistir são sempre as melhores soluções.

Franquia ou negócio próprio: o que é melhor?

Tanto uma franquia quanto um negócio com marca própria exigirão estudo de mercado, investimento inicial e um acompanhamento diário dos rumos do empreendimento. No entanto, existem 4 pontos que diferenciam o investimento em uma franquia ou em uma marca própria que devem ser levados em consideração:

Riscos

Investir em ambos os modelos envolve riscos. A diferença é que a franquia já possui um modelo de negócio pré-formatado, muitas vezes com treinamento de pessoas sobre atendimento, operação e administração estipulados previamente, enquanto, no negócio próprio, tudo precisará ser pensado e moldado do zero.

Além disso, ao contratar uma franquia, você poderá comparar as taxas de sucesso de outros franqueados com as de sua empresa e saber qual é a média de tempo em que seus investimentos retornarão para sua conta e quando os lucros começarão a chegar. Isso diminui drasticamente as incertezas relacionadas aos valores investidos no negócio.

Marca

Uma empresa que está começando não é conhecida por seu público-alvo, já uma franquia tem investimentos robustos na área de marketing e certo conhecimento no mercado. Este fator faz com que, logo no início de suas atividades, os primeiros clientes apareçam e comprem de você, até por força de sua marca.

Fazer investimentos em marca leva muito mais que dinheiro, é algo que demanda tempo. As pessoas podem demorar para entender o que você oferta, quais são os diferenciais e os preços que são cobrados por isso.

Liberdade

Por possuir modelos pré-formatados de treinamento, comercialização, materiais da marca, modelo de gestão, fornecedores e até de ações promocionais, as franquias dão menos liberdade para os franqueados inovarem.

Já o negócio próprio dá total liberdade para essas e quaisquer outras definições. É preciso ser bem criterioso ao analisar uma franquia, pois até mesmo a liberdade para revender seu ponto de venda pode ser limitada.

Suporte

O suporte dado pelo franqueador ao franqueado é determinante na diminuição do tempo de maturação do negócio. Além disso, o exemplo de outros franqueados e a expertise que o time de suporte do franqueador adquire com o passar do tempo pode evitar algumas situações arriscadas para sua franquia.

Já os negócios próprios podem até contar com consultorias, reuniões com outros empreendedores ou incubadoras, mas a fase de ajustes, tentativa e erro será bem mais longa do que nas franquias.

O mais importante para determinar se o seu perfil está mais voltado para uma franquia ou um negócio próprio é pensar no nível de risco que você está disposto a assumir para iniciar sua empresa.

Como escolher um nicho de mercado?

Se você pensar que os potenciais clientes de sua empresa serão todas as pessoas no Brasil ou no mundo que possuem uma determinada característica, certamente fracassará em atender aos desejos, necessidades e interesses de seus clientes reais.

Se você decide vender bonés em uma loja de bairro, por exemplo, e estima que o bairro tenha aproximadamente 10mil pessoas, além de determinar que o critério básico para determinar um potencial cliente para sua loja é que a pessoa tenha cabeça — seu negócio já está fadado ao fracasso.

Normalmente, são apenas jovens que seguem determinados estilos da moda que utilizam bonés, assim suas ofertas, promoções e campanhas de marketing deveria focar apenas nesse público.

No nosso caso, um nicho poderia ser considerado um refinamento desse público-alvo. Por exemplo: sua loja venderá bonés para fãs de rap, por isso, se especializará em ofertar os modelos e lançar modas que possam cair no gosto desse público bem específico.

Para escolher um nicho, você deve levar em consideração três aspectos: Paixão, Conhecimento e Rentabilidade.

Você tem paixão por aquele nicho? Adolescentes que são fãs de rap podem ter necessidades específicas que os constitua em um nicho. Mas se você não tiver paixão por ouvir rap, usar as gírias que eles utilizam, ouvir as músicas que escutam e conhecer hábitos e ídolos, certamente será muito difícil gerar lucro, fidelizar clientes e se manter neste nicho por muito tempo. Logo, procure algo que você gosta de fazer e que sinta paixão por atender bem.

Conhecimento é muito importante na escolha do nicho: Um homem solteiro sem nenhuma informação sobre como cuidar de bebês dificilmente poderá oferecer produtos ou serviços que ajudem mães de primeira viajem sem estudar muito sobre o assunto. O mais recomendado é escolher um nicho sobre o qual você tenha conhecimento aprofundado, tanto sobre o produto quanto sobre o público.

Por fim, avalie a rentabilidade do nicho. Existem pessoas dispostas a comprar o que você pretende oferecer? Quantas pessoas possuem o poder de compra necessário para tal? Um negócio só é viável se a quantidade de pessoas dispostas a comprar for suficiente para gerar uma renda que supere as despesas do negócio, gerando uma boa margem de lucro.

4 empreendedores de sucesso para se inspirar

Uma das estratégias para se tornar um empreendedor de sucesso é conhecer a história de algumas pessoas que já trilharam este caminho. Conheço alguns pessoalmente e compartilho aqui:

Robinson Shiba

Vender comida chinesa numa caixinha em um modelo de entrega em residências foi a ideia de um dentista paranaense, descendente de japoneses chamado Robinson Shiba. De sua ideia, surgiu a rede China in Box em 1992, com a ideia de inovar na identidade visual da rede para fugir do preconceito que os restaurantes chineses sofrem como lugares com baixa higiene sanitária.

Zica

Zica criou o Super-Relaxante, um produto para tratar cabelos crespos e volumosos. Logo depois, abriu um salão de beleza para dar mais conforto aos seus clientes, que já atendia informalmente em sua casa na comunidade do Catrambi, no Rio de Janeiro.

No entanto, para criar o lugar onde a mulher de classe C pudesse cuidar de seus cabelos e se elevar sua estima, foram necessários 10 anos de testes e experimentos mal sucedidos.  Hoje, Zica conta com o apoio da amiga Leila Velez para cuidar da empresa Beleza Natural, que além de possuir 25 institutos de belezas focados nas necessidades da classe C, ainda produz e revende todos os produtos que utilizam em seus salões.

Alexandre Costa

Alexandre Costa criou, em 1989, —  com apenas 17 anos de idade, 500 dólares, uma funcionária e um pequeno espaço no bairro da Casa Verde, em São Paulo — a primeira loja da franquia que hoje é conhecida como a Cacau Show, com mais de 850 lojas e faturamento superior a 100 milhões de reais por ano.

Corina Cunha, Renata Chaim e Gisele Violin

Você já ouviu falar da Pink Cheeks? Essa marca foi criada por três mulheres: Corina Cunha uma farmacêutica que trabalhava na área de cosméticos; Renata Chaim, publicitária que cuida da identidade visual da empresa; e Gisele Violin, que era gerente um uma empresa de bebidas de sua família e passou a administrar os negócios.

Juntas, as três criaram uma empresa focada na necessidade de mulheres atletas que ficam por muito tempo expostas ao sol e que, por isso, precisam de produtos de beleza voltados para essas condições e necessidades. Atualmente, a Pink Cheeks possui uma linha com 16 produtos que são vendidos online, por consultoras de beleza, pequenas e grandes lojas do varejo.

Conclusão

Como vimos, empreender pode ser algo simples! Existem vários tipos de empreendedores e possibilidades infinitas de negócios, mas alguns cuidados podem ajudar a conquistar o sucesso com maior facilidade.

Neste post, coloquei as principais precauções que você deve tomar, como buscar um negócio que seja adequado ao seu perfil, conhecer seu público, suas necessidades e desejos, criar ofertas, produtos e serviços pensando em pequenos nichos, além de estudar e documentar seu negócio antes de dar os primeiros passos.

Mas a última dica é: acredite no seu potencial, na sua ideia e tenha iniciativa para tirá-la do papel. Dá pra empreender com pequenos investimentos iniciais!

Ainda tem mais alguma dúvida sobre empreendedorismo ou quer alguma dica para se tornar empreendedor? Deixe sua dúvida ou comentário abaixo e ficarei feliz em poder ajudar!