Borboletas no estômago

Borboletas no estômago

 

Não sei se vocês já ouviram falar, mas quando os americanos querem dizer que estão ansiosos, usam a expressão butterflies in the stomach. É como se fosse o nosso frio na barriga. Interessante porque é exatamente assim que me sinto com a nossa convenção: pura expectativa.

Esse ano, escolhemos um lugar muito especial na Bahia. Bahia da magia, mistura de cores e sabores, praias e encantos, santos e axés. Terra de ilustres como Caymmi, Jorge Amado, Dadá, Betânia, Brown, Caetano, Gil, só para citar alguns. A Bahia traduz nossa energia e brasilidade. Cenário perfeito para ócio criativo.

E é nesse clima que vamos nos reencontrar. Compartilhar experiências, renovar e reforçar nossos objetivos, encarar os desafios e buscar novos caminhos. Sempre com o foco no que já se tornou a nossa marca : a excelência.

Não vejo a hora de viver tudo isso. Tenho certeza de que esse será mais um encontro estimulante e inesquecível. Hajam borboletas para vôos tão altos!

Só sobrevive quem se adapta

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Existentes há mais de 300 milhões de anos, as baratas sofreram muitas transformações, adaptando sua forma de vida ao ambiente. Existe até uma espécie que sobrevive sem cabeça! Para mim, elas são a melhor forma de exemplificar a velha frase atribuída a Charles Darwin: “As espécies que sobrevivem, não são as mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças”.

O capitalismo não foi inventado, simplesmente aconteceu, como uma contínua adaptação dos negócios. Ele sobrevive às crises humanas estabelecendo conquistas e privilégios.

A adaptação é uma questão de sobrevivência. Vejamos o exemplo dos políticos, das religiões e das empresas. A Kodak, a máquina de escrever…Quem não se adapta, morre.

E como se adaptar em um mercado tão mutante? Como a raiz dessa árvore conseguiu se adaptar em meio ao concreto? Coloquei essa foto para mostrar que muitas vezes fazemos o papel do concreto lutando contra mudanças, sem perceber.

A mudança é a única certeza que temos. Tudo vai mudar, é só uma questão de tempo. Saber ouvir o cliente e fazer a mesma coisa de uma forma diferente para atender e encantar, esse é o desafio. Que tal acordar e fazer as mesmas coisas de um jeito diferente e melhor do que ontem?

Mudaram as estações

Crédito http://www.flickr.com/photos/zedbee/8394487017/

Foto by Zöe Power

Nessa semana o blog completou seu primeiro ano de vida. Puxa, o desafio de assumir um compromisso comigo mesma e com você leitor é grande. Mas é com muito carinho e graças aos comentários e contatos de você que me lê, estamos seguindo em frente.

Assim como acontece com as estações do ano, os temas se sucedem e se complementam. E já que estamos no inverno, onde grande parte do nosso “país continente” se cobre com a manta do frio, nos chega mais um convite à reflexão.

Muitas pessoas dizem que se sentem mais cansadas nessa época. Outras sentem dificuldade em sair das cobertas logo pela manhã. Parece que um clima de preguiça chega junto com o frio.

Bom, não devemos esquecer que o inverno antecede a primavera.

Se quisermos o jardim de nossas vidas cheios de flores e colorido, precisamos aproveitar a estação para planejar detalhadamente nossos novos projetos, aquecendo a nossa alma com novos desafios. Assim, quando a primavera chegar estaremos prontos e motivados para entrar em ação.

É tempo de semear. Quem trabalha e quem sonha, não congela suas ideias. E que venha a primavera. E que venham nossos novos projetos. A convenção vem aí!

A colmeia em que vivemos

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Há algo fascinante na vida das abelhas que pode nos ensinar muito. Elas não vivem para si, independentes, cada uma buscando seu próprio interesse. Elas vivem juntas, trabalham juntas, lutam contra os mesmos inimigos e tem o mesmo propósito de vida.

Elas dependem umas das outras, e é nisso que está a sua força. Uma abelha sozinha não seria nada.

Por outro lado, é inquestionável a potência, harmonia e a beleza da vida em uma colmeia. A ordem decorrente de cada indivíduo ao executar sua função com sensatez, pelo bem comum, é algo motivador.

Eis aí a sabedoria da natureza, que confronta o individualismo da sociedade moderna (com seus tablets, celulares e fones de ouvido) e convida ao coletivo, à construção do bem comum.

O ser humano, como parte da natureza, traz no seu íntimo esse ideal de sociedade tão marcante nas abelhas. Em nós, brasileiros, esteve hibernando por muito tempo. Mas é uma força que começa a despertar em manifestações, em equipes, em cada um…

A força das abelhas é inspiradora. A força do povo nas ruas é inspiradora. A força de uma rede em sintonia é inspiradora. Essa é minha inspiração!

Sobre os protestos

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A vida é curta, mas o tempo é longo.

Durante décadas ficamos inertes. Agora, o Brasil mostra a sua cara e vai às ruas. Mudanças significativas não ocorrem apenas por vontade política dos governantes, mas sim como consequência de nossas ações diárias. É tempo de sair e provocar mudanças!

O que começou com um pequeno grupo paulistano, em protesto contra o aumento na tarifa do transporte público, está se transformando em algo bem maior. Mas para que novas conquistas sejam alcançadas e o tiro não saia pela culatra, é preciso persistência e foco nos objetivos dessas manifestações. É preciso ter objetivos concretos, para que não se perca a oportunidade que está se descortinando.

Os protestos que se generalizam mostram um novo país e, quer saber? Não me importa se as pessoas vão porque está na moda ou por ideologia, se os manifestantes têm muita ou pouca conscientização política. O que importa nesse momento é mostrar a força da grande união coletiva, mas de forma pacífica, claro.

Se somos um país dos que têm a coragem de protestar contra tanta corrupção, ineficiência e criminalidade, este país pode sim mudar! Vamos nos “armar” de inteligência sem violência. Como nos ensinaram dois dos maiores nomes do século XX, Gandhi e Mandela. E, mais recentemente, alguns dos corajosos protestos da “Primavera Árabe”.

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” Nelson Mandela